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ENSAIO VISUAL DE SOLDA (EVS): O PRIMEIRO ENSAIO A SER APLICADO.

Ensaio Visual de Solda (EVS)

A inspeção por meio do Ensaio Visual de Solda (EVS) é uma das mais antigas atividades nos setores industriais, e é o primeiro ensaio não destrutivo aplicado em qualquer tipo de peça ou componente, estando associado a outros ensaios de materiais.

No passado, este ensaio era executado superficialmente, pois não era exigido um registro documentado e, muitas vezes, também não ficava claro quais as características deveriam ser interpretadas pelo executante do método.

Com o decorrer dos anos constatou-se que as características e comprovações da qualidade dos produtos só poderiam ser verificadas mediante um ensaio visual de solda sistematizado. Foi a partir daí que o desenvolvimento dos Ensaios Não Destrutivos encontrou seu lugar e, mediante a normalização das atividades, foi possível estabelecer algumas exigências.

Como o EVS funciona ?

O ensaio visual  é um Ensaio Não Destrutivo básico. Todos os outros END’s devem ser executados após uma boa Inspeção Visual, que pode ser feito à vista, com o auxílio de uma lupa ou com aparelhos e instrumentos para inspeção remota.

Em geral, pode-se dizer que é um método para determinar a aceitabilidade dos componentes fabricados por usinagem, soldagem, ou qualquer outro processo produtivo, que apresente como requisito um grau de qualidade, por menor que seja.

No entanto, o trabalho depende quase que exclusivamente da avaliação individual de cada inspetor. Para haver uniformidade nas atividades, é necessário um procedimento de inspeção aprovado e de pleno conhecimento do profissional que executará o serviço.

Além do procedimento, o inspetor deve estar familiarizado com todos os demais documentos aplicados à obra.

O Ensaio Visual de solda, no controle de qualidade, é utilizado antes e após qualquer operação de soldagem.

Antes da soldagem o Ensaio Visual tem por finalidade detectar defeitos de geometria da junta e detectar descontinuidades no metal de base.

Após a operação de soldagem, o Ensaio Visual tem por finalidade detectar possíveis descontinuidades induzidas na soldagem.

Além da aplicação na soldagem, o Ensaio Visual de solda se aplica, de uma maneira geral, na detecção de irregularidades superficiais, pontos e estados de corrosão, evidências de vazamento, acabamento de peças e identificação do estado de superfícies.

Realização do ensaio

Para a realização do Ensaio Visual é necessário a preparação da superfície e seguir o método visual previsto no procedimento qualificado, sempre sob iluminação adequada.

O Ensaio Visual de solda depende grandemente da experiência e conhecimento de soldagem por parte do inspetor. O inspetor deve estar familiarizado com o projeto e os requisitos de soldagem.

ENSAIO VISUAL DE SOLDA (EVS)

Descontinuidades encontradas

Algumas das principais descontinuidades encontradas no Ensaio Visual de Solda são soldas subdimensionadas, mordeduras, sobreposição, trinca superficial, porosidade superficial, deposição insuficiente, concavidade, falta de penetração da raiz, penetração excessiva da raiz, e reforço excessivo.

Não existe nenhum processo industrial em que a inspeção visual não esteja presente. Simplicidade de realização e baixo custo operacional são as características deste método, mas que mesmo assim requer uma técnica apurada, obedece a sólidos requisitos básicos que devem ser conhecidos e corretamente aplicados.

Utilizando uma avançada tecnologia, hoje a inspeção visual de solda é um importante recurso na verificação de alterações dimensionais, padrão de acabamento superficial e na obtenção de descontinuidades superficiais visuais em materiais e produtos em geral, tais como trincas, corrosão, deformação, alinhamento, cavidade, porosidade, montagem de sistemas mecânicos e muitos outros.

Na inspeção de peças ou componentes que não permitem o acesso direto interno para sua verificação (dentro de blocos de motores, turbinas, bombas, tubulações, etc), utilizam-se fibras óticas conectadas a espelhos ou micro câmeras de TV com alta resolução, além de sistemas de iluminação, fazendo a imagem aparecer em oculares ou em um monitor de TV.

São soluções simples e eficientes, conhecidas como técnica de inspeção visual remota.

Vantagens

Dentre as vantagens desse tipo de ensaio não destrutível, podemos citar:

  • É o ensaio não destrutivo de mais baixo custo;
  • Permite detectar e eliminar possíveis descontinuidades antes de se iniciar ou completar a soldagem de uma junta;
  • Detecta as descontinuidades maiores e geralmente indica pontos de prováveis descontinuidades, que devem ser inspecionados por outros ensaios não destrutivos;
  • Um ensaio visual bem executado proporciona uma diminuição da quantidade de reparos de solda, assim como uma maior produção dos outros ensaios não destrutivos e consequentemente diminuem o custo da obra.

Ao se inspecionar uma peça metálica pelo método visual e nela se constatando a presença de uma trinca ou furo, a mesma pode ser recusada (por força de especificações) e nenhum outro ensaio não-destrutivo deve ser mais utilizado.

A peça deve ser rejeitada. É claro que uma peça cujo exame visual já a condenou, pode e deve ser inspecionada por outros métodos, com o intuito de se verificar as causas do defeito. Isto poderá se traduzir em, economia e avanço para a empresa no futuro.

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